Num país onde cada vez mais a política é tomada por escândalos e a população possui cada vez menos acesso às decisões nos meios de poder público, a não ser pelas notícias dos jornais, um evento como a Semana da Democracia é uma iniciativa mais que admirável.

Mas você sabe o que é a Semana da Democracia e do que se trata? Um grande evento como este, que já possui duas edições e que angaria cada vez mais participantes merece ser melhor divulgado, principalmente para as pessoas que querem participar mais da vida pública do país.

Neste artigo iremos comentar o que você pode fazer dentro deste evento e esclarecer os seus objetivos como um todo – levando até você algumas informações de edições passadas e preparando terreno para a próxima edição.

Por isso, se você tem interesse em saber como a política nacional funciona e como você pode participar dela, acompanhe este artigo para que você possa levar estes conhecimentos e trazer muitos outros.

O que é a Semana da Democracia?

A Semana da Democracia é um evento anual que já possui duas edições (2015, 2016) que acontece em Curitiba geralmente entre os meses de outubro e novembro, é organizado pelo Instituto Atuação e pelo Politize!.

Nele participam diversos palestrantes nacionais e internacionais que levam informações às pessoas que querem de alguma maneira participar da política nacional e tratar de assuntos relacionados à democracia de maneira clara e direta.

Além de assuntos relacionados a política pública em palestras o evento promove lançamentos de livros, debates sobre questões que são de extrema relevância para o Brasil, como por exemplo, em um dos temas do evento de 2016 “10 medidas contra a corrupção”.

Além de questões voltadas à democracia, há também um debate interessante sobre os efeitos das mídias sobre a política e a sua influência sobre a política nacional – que geralmente confundem partidos com o Estado.

Partidos esses que são transitórios e são variáveis conforme o cenário em que se inserem e o Estado que é permanente e deve se dedicar, principalmente ao bem-estar do cidadão comum e do país.

A 1ª Semana da Democracia

Ocorrida dia 23 de novembro de 2015, alguns dos grandes pensadores que estudam e trazem debates sobre a importância da democracia no Brasil e no mundo, dentre os quais James Fishkin, diretor do Centro de Democracia Deliberativa.

Além dele, a pesquisadora sênior Lucy Bernholz, do Centro de Filantropia e Sociedade Civil da universidade de Stanford.

Fishkin ministrou a sua palestra baseada em seus estudos que há duram 20 anos, que são baseados em consultas públicas, utilizando amostras aleatórias da população e avaliando como os debates com moderadores neutros mudam as opiniões.

Jamila Raqib também foi uma das convidadas. Ela que faz parte do Instituto Albert Einstein explicou meios para a realização de revoluções não violentas – medida que tem sido utilizada como resistências para países que ainda possuem governos autoritários.

Rodrigo Bandeira, do Instituto Cidade Democrática, levou até os participantes do evento o chamado Mapeamento do ecossistema da participação social no Brasil que já tivera sido realizado no país em 2014.

Mariana Miranda explicou alguns dos cenários futuros da democracia da América Latina, ela que representava o Alerta Democrático, iniciativa que traça e projeta a democracia até 2030.

Matisse Bonzon trouxe a história do projeto Nossas Cidades, que desenvolveu uma série de ferramentas para promover comunidades em torno de um objetivo em comum, tudo isto via internet – algo que iniciou-se em São Paulo (Minha Sampa) e no Rio de Janeiro (Meu Rio) e que hoje atua em 9 outras cidades.

O instituto Atuação estava presente no evento sob a voz de Pedro Veiga, que anunciou o lançamento da Coletânea da Democracia que reúne algumas das obras clássicas sobre o tema – pela primeira vez traduzidas para o português.

Maya Imberg, da Economist Intelligence Unit de Londres mostrou um projeto de avaliação da democracia de Curitiba – pesquisa essa que abrangia categorias como processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo local, participação política local e cultura democrática e liberdade e direitos civis.

Houve também uma oficina de planejamento para a 2ª Semana da Democracia (2016).

A 2ª Semana da Democracia

O segundo ano do evento tinha os mesmos objetivos do primeiro: o de levar informação sobre conceitos políticos que pareciam tão distantes para o público comum e fazê-los entender que política é mais que o ativismo de redes sociais.

Para além dos famosos “textões” de milhares de usuários que tentam contribuir politicamente para o cenário político atual, o evento faz com que as pessoas se engajem de forma participativa e pessoal com o tema.

Entre os temas abordados em 2016 estavam a Cultura e Política na América Latina, Empreendedorismo no Setor Público, Mapeamento do empreendedorismo cívico, Virada política, Democracia digital e o Mapeamento de práticas políticas emergentes na América Latina.

Além do lançamento da 2ª Coletânea da Democracia, um debate sobre a chamada “ficha limpa” na Iniciativa Popular e um ranking com 10 Medidas contra a corrupção.

O evento continua trazendo palestrantes de renome nacional e internacional para as discussões – ganhando, inclusive, uma maior parcela de audiência.

O que Fazer na Semana da Democracia?

Esta, como se pode perceber, é a chance que o cidadão comum tem de engajar-se efetivamente nas políticas públicas e perceber que a política vai muito mais além que só no momento da eleição.

A informação, segundo Mandela, é a responsável por um ambiente democrático, se é assim, quanto mais conhecermos sobre a democracia e o que rege esse conceito mais teremos acesso às camadas de poder efetivamente – afinal o poder emana do povo, é através dele que existe um sistema político.

Por isso, o que fazer na Semana da Democracia: participar ativamente das palestras, dos debates, levar dúvidas a respeito de questões que ainda não são claras sobre o quanto de público existe na política e o quanto este público pode influir.

Se você perdeu e quer saber mais sobre a Semana da Democracia, procure no YouTube, no canal do Instituto Atuação, algumas das palestras mais importantes que ocorreram no evento (com legendas e traduções instantâneas).

É sabido que, num cenário desalentador de golpes disfarçados de manobras políticas em busca de uma política mais justa, e de uma corrupção quase estatizada por parte dos nossos representantes, falar em democracia pode parecer “impossível”.

Mas como diz aquela frase famosa, que o próprio Mandela se apropriou muito adequadamente de Jean Cocteau “Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”, ele nos diz que “parece impossível até ser feito”.

E este é um evento que tem muito o que dar o que fazer.

 

 

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O que fazer no evento da Semana da Democracia?

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